Removedores de Lodo Tipo Sucção para a ETE Lageado de Botucatu – SP 2020

Publicado em 1 de julho de 2021

CLIENTE

A Sabesp é a responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 364 municípios do Estado de São Paulo. São 28,2 milhões de pessoas abastecidas com água e 22,1 milhões de pessoas com coleta de esgotos. Portanto, é considerada uma das maiores empresas de saneamento do mundo em população atendida. Em parceria com empresas privadas, a Sabesp atua também na Praia Grande – SP, além de ter parcerias com as concessionárias estaduais de saneamento dos estados de Alagoas e Espírito Santo. A empresa ainda realiza serviços de consultoria no Panamá e em Honduras. Além dos serviços de saneamento básico, a Sabesp está habilitada a atuar nos mercados de drenagem, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e energia. A missão da Sabesp é ‘prestar serviços de saneamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente’. Visa ser reconhecida como uma empresa que universalizou os serviços de saneamento em sua área de atuação, de forma sustentável e competitiva, com excelência no atendimento ao cliente.

PROJETO

O lodo gerado nas estações de tratamento de esgoto precisa ser descartado em aterros sanitários, pois não pode ser utilizado na agricultura. No entanto, somente aterros especialmente preparados e autorizados podem receber esse tipo de material, sendo uma exigência que também gera custos para as ETEs. O lodo de esgoto pode chegar a ter 85% de água em sua composição e elevada carga orgânica. Os aterros devem estar preparados para receber, coletar e tratar o chorume, elemento bastante problemático do ponto de vista ambiental, de acordo com o professor Roberto Lyra Villas-Bôas, do Departamento de Solos e Recursos Ambientais da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Campus de Botucatu. O destino mais próximo para o resíduo gerado nas ETEs da Sabesp em Botucatu, por exemplo, é um aterro sanitário em Paulínia, a 180 km de distância. As despesas com esse descarte podem chegar a 50% do custo operacional de uma ETE. A oportunidade de reverter esse panorama foi encontrada também na legislação, mais especificamente no Decreto Federal 4.954 de 14/01/2004 e em uma série de Instruções Normativas editadas pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA). Tais normas oferecem possibilidade legal de, ao realizar a compostagem do lodo de esgoto, enquadrá-lo como Produto Fertilizante Orgânico Composto Classe D. O aumento de temperatura causado pelo próprio processo de compostagem elimina a população de microrganismos patogênicos e as normas reguladoras não estabeleceram exigências de análises de vírus para esse tipo de produto. Foi com base nessas normas e motivada pelas diversas limitações ambientais, econômicas, técnicas e de espaço para disposição do lodo de esgoto que a Sabesp e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) assinaram um Acordo de Cooperação para Desenvolvimento Tecnológico, em busca de alternativas de tratamento, disposição e a utilização do resíduo.

SOLUÇÃO

O lodo é o resíduo do tratamento, podendo ser gerado na decantação primária de sólidos, na secundária pela digestão biológica e na terciária por precipitação química. Em geral, o lodo possui densidade próxima à da água e teor de sólidos entre 2% e 5% no lodo primário e entre 0,5% e 2,5% no lodo secundário biológico. Em alguns processos de decantação são liberadas partículas que flutuam. Essa massa flotada, denominada de escuma, é removida continuamente por lâminas superficiais pelo mesmo equipamento raspador de lodo. Em média se tem de 2 a 13 kg de escuma para cada 1000 m³ de esgoto. Decantadores Primários: recebem o esgoto proveniente das unidades do tratamento preliminar (gradeamento e desarenação). A finalidade dos decantadores primários é remover sólidos sedimentáveis, de tal forma a permitir que os esgotos estejam em condições de serem submetidos a tratamentos secundários. Nesta fase ocorre a redução de 40% a 60% dos sólidos em suspensão e de 25% a 35% da DBO. O lodo decantado e removido é encaminhado diretamente para os adensadores ou para os digestores. Decantadores Secundários: ocupam papel importante no tratamento biológico uma vez que neles se processa o acúmulo e a sedimentação do lodo ativado. Do lodo removido, uma parte retorna ao tanque de aeração para manter o equilíbrio do processo biológico e, outra parte, chamada de excesso, vai para os adensadores ou para digestores. A remoção desse tipo de lodo deve ser constante para evitar condição de septicidade. Os tanques decantadores podem ser circulares ou retangulares e a remoção de lodo pode ser feita por raspagem ou por sucção. Normalmente os removedores são fornecidos em aço, com partes em fibra de vidro. De forma especial, podem ser fabricados com outros materiais. O Removedor de Lodo Circular de Acionamento Central Tipo Sucção, sendo montado em tanque circular, o passadiço é fixo ao tanque e o acionamento é central. Os braços raspadores de lodo e de escumas são fixados à gaiola de torque. Os braços raspadores são tubulares com aberturas para coleta do lodo, que é encaminhado por pressão hidráulica para um concentrador na coluna central e, deste ponto, removido do tanque.

REALIZAÇÃO

O Removedor de Lodo Circular por Sucção com Acionamento Central, modelo RLCS, é fornecido em módulos que se unem por elementos de fixação. O princípio de funcionamento consiste em introduzir o efluente bruto para o interior do tanque pela coluna central, que possui janelas superiores de passagem deste.

O efluente enche o tanque do decantador, que tem em seu perímetro externo uma canaleta para recepção/captação do efluente clarificado (sem lodo), essa seleção (barragem) ocorre por meio do vertedor. Como a movimentação da massa líquida é muito baixa, o lodo mais pesado é decantado e aspirado pelos braços perfurados rotativos e encaminhado ao cone central e à câmara de descarte.

O lodo mais leve, aquele que fica flutuando na superfície do líquido, é conduzido para a periferia do tanque pelo raspador fixo (régua) de escuma e encaminhado à caixa coletora de escuma, que está montada na lateral do tanque e é posteriormente descartado.

O movimento de rotação dos braços de sucção é por meio de gaiola de torque central acionada por um engrenamento especial e motorredutor de velocidades eletromecânico, dimensionados quanto ao torque gerado em sua movimentação. Engrenamento Central: composto por um pinhão de perfil “para pinos” montado no eixo de saída do motorredutor e uma coroa tipo “pinos” apoiada em rolamento axial de alta capacidade, ambos fabricados em aço carbono e com acabamento em pintura.

Coluna Central: serve de sustentação do passadiço e da coroa do engrenamento central, fabricada em aço carbono com acabamento em pintura tipo bicomponente, que também trabalha como condutor de entrada do efluente do sistema por meio de janelas de admissão.

Gaiola de Torque: fabricada em perfilados de aço carbono com acabamento em pintura, para montagem das treliças de sustentação dos braços de sucção, montada/fixada sob a coroa central por meio de parafusos.

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