Fornecimento de Estação Compacta de Tratamento de Água para a cidade de Pirassununga – SP 2020

Publicado em 1 de julho de 2021

CLIENTE

Instituído pela Lei nº 1.153/73, de 14 de março de 1973, como autarquia municipal provida de autonomia financeira e administrativa, o Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga, SAEP, conferiu, ao longo dos anos, nova e eficiente dinâmica ao abastecimento de água e ao tratamento do esgoto sanitário. O crescimento do consumo e a pequena produção de água tratada determinavam frequentes racionamentos e faltas do líquido, evidenciando a necessidade, entre outros aspectos, do emprego de hidrômetros para coibir o abuso e o desperdício. Assim, de imediato, mais de seis mil foram instalados em residências e prédios, objetivando o fornecimento racional. Quanto ao esgoto sanitário, Pirassununga já entrou no rol de um seleto grupo de cidades do Brasil que vem tratando todo o esgoto gerado no município, com a entrada em funcionamento da Estação Sede que passou a tratar 100% do esgoto gerado na cidade e em Vila Santa Fé, assim como 95% do esgoto gerado em Cachoeira de Emas.
Para o distrito sede, o tratamento se desenvolve nas ETAs I, II e III pelo processo convencional, que envolve coagulação, floculação, decantação, filtragem, desinfecção, fluoretação e correção de pH -. Na estação Chica Costa, ocorre pela filtração lenta, contemplando filtragem, desinfecção, fluoretação e correção de pH. Na ETA da Vila Santa Fé aplica-se o tratamento convencional. Em ambos os tratamentos – convencional e filtração lenta – são empregados produtos químicos específicos que visam proporcionar elevado grau de pureza ao produto final, incluindo: cal hidratada = como auxilio na coagulação e correção final do pH; cloreto férrico e policloreto de alumínio = para clarificação; ácido fluorsilísico = como fonte de flúor; hipoclorito de cálcio (cloro) = para desinfecção; ortopolifosfato de sódio = para inibição de incrustações em redes de distribuição.

PROJETO

O atual Complexo de tratamento de água, localizado no Polo Empresarial, conta com duas estações: ETA 2, com capacidade de 160 l/s e ETA 3, com capacidade de 50 l/s. Com o aumento populacional e a entrada em operação da nova captação do Rio do Roque, que permitiu aumento do volume captado, houve necessidade de uma ampliação no tratamento de água. Portanto, a opção foi por implantar uma nova ETA com capacidade de 80 l/s, modular e metálica. A opção por uma ETA modular metálica se justifica por tornar possível uma futura ampliação em módulos, o que seria mais difícil em uma estrutura de concreto armado, em razão de emendas, furações, fundações e impermeabilização, além do alto custo. A determinação da vazão (80 l/s) é devida em função não apenas do aumento de demanda mas, também, para ser possível parar um módulo de tratamento para eventuais manutenções. A cota de instalação da ETA assegura que a água filtrada siga por gravidade até o Tanque de Contato e deste até os reservatórios, sendo de responsabilidade da SIGMA o levantamento e a identificação das cotas necessárias. Todas as unidades operacionais da ETA possuem dispositivos e registros de manobra que facilitam os processos de descargas de fundo para esgotamentos e limpezas periódicas.

SOLUÇÃO

A SIGMA, por meio de uma análise crítica do problema, apresentou a solução da expansão do sistema de tratamento de água do munícipio através do fornecimento e instalação de uma unidade compacta e completa, a Estação por Gravidade de Tratamento de Água (Tipo Laminar), com capacidade nominal de 80,0 /s (288,0 m³/h), modelo EGTA, operada de forma automática (apenas os drenos dos filtros e a floculação ocorrem de forma manual), atendendo às características solicitadas na NBR 12214 – Projeto de sistemas de bombeamento de água para abastecimento público. As ETAs são instalações onde se procede o tratamento da água captada de qualquer manancial – por meio de processos físico-químicos, visando torná-la adequada ao consumo doméstico e/ou industrial. Os processos empregados variam de acordo com as características da água bruta e da qualidade desejada para a água tratada, podendo incluir a clarificação, a desinfecção, e/ou a eliminação de impurezas específicas. A EGTA é fabricada pela SIGMA® em aço carbono e trabalha sob pressão atmosférica. O sistema é composto por câmaras de floculação, decantação, filtração, além de contar com escada, passadiço e guarda-corpo, objetivando a completa visualização do tratamento com toda a segurança para o operador.

REALIZAÇÃO

Para atender a crescente demanda de fornecimento de água em Pirassununga, a SIGMA propôs realizar o projeto de uma ETA por gravidade, com capacidade de 80 l/s, em aço carbono e pintura resistente a intempéries.

A ETA por gravidade, modelo EGTA SIGMA, capacidade de 80l/s, foi concebida com 1 módulo de floculação com 4 câmaras distintas dotadas de floculadores mecânicos, em que é conferido gradientes diferentes à água bruta, partindo de 70-S até 10-S. Essa condição permite a formação de flocos a serem decantados nos dois decantadores rápidos de módulos tubulares de encaixe Chevron, permitindo uma clarificação da água que migra, por fim, para um modulo de filtração dotada de 4 câmaras e 4 filtros compostos de dupla camada. Assim a lavagem é realizada de forma a não prejudicar a produção de água dos filtros em operação.

Essa operação ocorre de forma automática com válvulas solenoides intertravadas e parametrizadas em painel fornecido pela SIGMA para os diversos modais da fabricação de água para população da cidade. Todo os projetos da estação de tratamento de águas SIGMA são concebidos seguindo os parâmetros da norma NBR 12216 – Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público.

A operação ocorre de modo automático por meio de sensores intertravados e parametrizados em painel fornecido pela SIGMA

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